terça-feira, 29 de março de 2011

O abacaxi de Wilson Martins

Pelos movimentos de repulsa que se viu nos últimos dias contra a Universidade Estadual, principalmente pela invasão do gabinete do reitor, ocorrida ontem, dá para se perceber que a UESPI vai se convertendo no grande abacaxi do governador Wilson Martins. E, segundo a avaliação de aliados e opositores, essa fruta ácida tem nome: reitor Carlos Alberto. Não que ele tenha inventado os problemas da Universidade Estadual, que existem desde que a instituição foi criada, ainda nos idos de 1985. Desde o nascimento sem qualquer estrutura, a UESPI passou por um limbo institucional nos governos Alberto Silva e Freitas Neto, pela expansão inconsistente do período Mão Santa e pelo freio do governo Wellington Dias, que teve ainda a “contribuição” de uma gestão isolacionista da reitora Valéria Madeira Campos. Sem falar que a primeira ‘reitora’ da gestão de Wellington foi uma nulidade com todos os zeros, chamada Oneide Rocha. Com a posse de Carlos Alberto, eleito pelo voto direto, pensava-se em mudanças. Mas o que não ficou como estava ficou pior, fruto de uma administração pouco inspirada e rala interação com a comunidade universitária. O abacaxi vai se transformando em críticas agudas e movimentos como a greve dos professores e a invasão da reitoria. A situação tem irritado o governador Wilson Martins, que só não interveio na UESPI porque a autonomia universitária fala mais alto. O diagnóstico é que há um enorme vácuo administrativo por conta de uma gestão que nem age nem reage. O mais desesperador é que o mandato de Carlos Alberto ainda tem mais três anos pela frente. Até lá, Wilsão segue com esse abacaxi.

Arimateia Azevedo